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Na Idade Média, à cerca de sete séculos, nos Alpes Suíços, em conseqüência de uma inesperada super produção de queijos, nasceu a Fondue, isso |
mesmo, "a" Fondue, pois vem de uma expressão feminina, de origem "afrancesada", que significa algo como pasta derretida, portanto nunca mais volte a dizer "o" Fondue.
Naquela época, os helvéticos já eram exímios produtores de laticínios e os exportavam às nações vizinhas. Certa vez, uma nevasca terrível isolou completamente um determinado ponto da Suíça, nas cercanias de Neuchatel. Apanhados de surpresa, com um estoque superlativo que não podiam vender, os produtores locais tiveram uma idéia |
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fantástica, derreteram o excesso à espera de uma nova temporada.
Para melhor conservarem a massa, no seu recozimento acrescentaram o kirsch, um delicioso destilado de cerejas daquelas plagas. Assim, depois de reendurecida pelo frio a massa não mais correria o risco de se estragar, e para reutilizá-la bastaria submetê-la novamente ao processo de fusão. Naquela ocasião, os produtores utilizaram um gigantesco caldeirão, obviamente experimentando diversas vezes a textura e o sabor da massa enriquecida pelo kirsch. Para a felicidade de futuras gerações, como a nossa por exemplo, um cidadão, mais engenhoso, resolveu espetar um naco de pão na ponta de uma haste qualquer, mergulhando-o no caldeirão. Mais do que simplesmente a alquimia nacional da Suíça, tal gesto deu origem a um verdadeiro ritual, uma celebração comunitária dos prazeres provenientes da amizade e da |
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convivência cordial.
Prega a tradição da fondue que o seu fazedor tem o direito de raspar o derradeiro naco de pão nas paredes do recipiente onde é realizada a operação. No entanto, existe ainda uma outra lenda, que diz:" pague as despesas, aquele derrubar o seu pedaço de pão dentro da panela." |
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